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POLÍCIA
  
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17/03/2010 14:18 - quarta-feira, 17 de março de 2010.
Abuso sexual de alunas
Professores do Colégio Tiradentes são investigados

Dois professores do Colégio Tiradentes de Montes Claros, instituição ligada à Policia Militar, estão sendo investigados em processos administrativos por denúncias de abusos sexuais contra duas alunas menores de idade.A investigação foi confirmada, na terça-feira à tarde, pelo comandante da 11ª Região da PM da cidade, coronel Franklin de Paula Silveira; e pelo diretor do Colégio Tiradentes, tenente Amaury Lopes Machado.
O coronel Franklin de Silveira disse que os dois casos vêm sendo apurados desde o ano passado. Em um deles, o processo administrativo já foi concluído na "instância intermediária”, e o professor envolvido foi afastado temporariamente.Agora, o processo foi encaminhado para o comando geral da Polícia Militar, em Belo Horizonte, que tomará a decisão final. A outra denúncia ainda está sendo investigada em Montes Claros.
Tanto o coronel Franklin como o diretor do Colégio Tiradentes disseram que não podem dar detalhes sobre os casos porque as investigações ainda não chegaram ao final. Mas alegaram que os dois professores acusados não pertencem aos quadros da Polícia Militar e que a apuração está sendo acompanhada também pela Secretaria de Estado de Educação, já que o colégio é ligado ao sistema estadual de ensino.
Seduzida
O pai de uma das alunas disse na terça-feira que sua filha estava com 14 anos, quando foi seduzida por um professor de educação física. Ele declarou que, inicialmente, o professor prometeu que daria à aluna um presente de aniversário, "mas acabou dando um beijo forçado na menina". Depois disso, o professor teria encontrado a aluna numa sorveteria. "Ele chamou minha filha para dar uma voltinha. Levou ela para a casa dele e para um motel", disse o pai da menor, que trabalha como eletricista.
A denúncia também foi confirmada ao Estado de Minas pela filha do eletricista. "O professor me disse que ia me dar um presente. Depois, me levou para um motel", informou a adolescente que, hoje, está com 16 anos e estuda o segundo ano do ensino médio.
Aberta desde o ano passado, apuração vinha sendo mantida em sigilo e chegou em conhecimento agora por iniciativa do pai da adolescente, que procurou a imprensa. "Resolvi procurar a imprensa depois que vi o professor rindo da cara da minha filha", afirma o denunciante.

Fonte: Uai

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