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17/03/2010 00:05 - quarta-feira, 17 de março de 2010.
Música que não sai da cabeça
Ciência é incapaz de explicar tal fenômeno

Por que algumas músicas ficam tocando na cabeça por muito tempo involuntariamente? Uma música fácil de ser lembrada, seja ela clássica ou pop, é tão conhecida por “grudar” no cérebro que o efeito é explorado por jingles de propaganda há muito tempo. Mas o que faz uma melodia grudar na cabeça ainda é tema de pesquisas, porque as razões ainda não são plenamente conhecidas.

As atividades mentais que envolvem a música são complexas, às vezes incluindo não apenas áreas auditivas do cérebro, mas também o córtex visual. Uma pesquisa recente sugere que a percepção musical está interligada a partes primitivas do cérebro e que isso pode influenciar emoções pelo sistema límbico.Uma pesquisa realizada em 2001 por James Kellaris, da Universidade de Cincinnati, psicólogo que estuda o comportamento do consumidor, descobriu que a música caracterizada pela simplicidade e repetitividade – mas que foge às expectativas do ouvinte – tem maior probabilidade de grudar.

Até 98% das pessoas alguma vez já experimentaram uma música grudenta, o estudo afirma (ou seja, só 2% de felizardos escaparam desse fardo). Alguns indivíduos, como músicos, mulheres e pessoas que se preocupam muito, são mais suscetíveis que outros. As causas podem ser psicológicas ou até mesmo físicas, ligadas a freqüências de som que ressoam no corpo. Após pesquisas mais profundas, Kellares sustenta que uma forma de saciar uma “coceira cognitiva” é cantar a música que grudou na cabeça em voz alta.

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