IPATINGA – Mais de 46 mil alunos matriculados na rede estadual de ensino, nos três principais municípios do Vale do Aço – Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo – ficaram sem aula nesta terça-feira (16), em função da paralisação de 24 horas dos professores. A manifestação ocorreu em todo o país e a principal reivindicação da categoria é a defesa da obrigatoriedade da implantação do piso nacional, no valor de R$ 1.312,40, em todos os municípios brasileiros.
De acordo com Maria Aparecida de Lima, diretora do Departamento de Comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), 70% das escolas paralisaram suas atividades. “Em algumas delas houve paralisação total e em outras, apenas parcial. Já a rede municipal de Ipatinga parou as aulas a partir das 15h30, para dar continuação às reivindicações da categoria. Eles aproveitaram e fizeram uma caminhada pelas ruas do Centro para marcar o Dia Nacional pela Implementação do Piso”, declarou.
Ainda segundo a diretora do Sind-UTE, a mobilização dos professores estaduais faz parte da Campanha Salarial 2010 iniciada em fevereiro, que inclui, além da implantação do piso, a reformulação do Plano de Cargos e Carreira (PCC) e a devolução dos dias descontados na greve passada. “Nos últimos anos, os professores conquistaram muito pouco nas suas negociações. Neste ano, esperamos que Antônio Anastasia, governador em exercício, nos ajude a conquistar o cumprimento da lei”, disse.
O piso salarial do professor de nível médio, atualmente, segundo o sindicato, é de R$ 336. Já para os professores com graduação, o piso é de R$ 504,00. Ao somar o tempo de serviço e outros benefícios, o salário varia entre R$ 850 e R$ 900. “Foi programada uma manifestação por todo o funcionalismo público de Minas”, especificou Aparecida.
A Secretaria de Estado de Educação informou que o número de escolas paradas só deverá ser informado após a contagem da relação existente nas 46 Superintendências Regionais de Ensino (SRE’s) em todo o Estado.