IPATINGA – Quando estava na porta da casa onde morava, no número 106 da Rua Maria Apolinária, no Bairro Bom Jardim, Marlisson Alves Rodrigues, de 15 anos, foi assassinado a tiros na noite desta terça-feira (9). Ele recebeu disparos nos braços, ombro direito, cabeça e tórax, morrendo antes da chegada da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Um suspeito do crime chegou a ser identificado, mas não foi localizado pela Polícia Militar.
Segundo o que testemunhas descreveram para a PM, por volta das 20h30, Marlisson – que também era conhecido como “Tuti” – foi surpreendido por duas pessoas que desceram de uma escadaria, sacaram armas de fogo e começaram a atirar contra ele.
No local do crime, o perito Gilmar Miranda, da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil (1ª DRPC) de Ipatinga, encontrou cápsulas de calibre 38. O corpo foi removido da Rua Maria Apolinária para o Instituto Médico Legal (IML) ainda na noite de terça, sendo liberado para a família providenciar velório e sepultamento já no final da manhã desta quarta (10).
Suspeito
A PM ainda conseguiu apurar junto a populares que um dos autores do assassinato é um homem identificado como Kelisson Roberto de Souza, o “Keké”, que também mora no Bom Jardim. Policiais foram até a casa do suspeito que, ao perceber viaturas se aproximando, se embrenhou num matagal e fugiu.
O tio de Marlisson, o pedreiro Djalma Alves Batista, 40, presenciou o homicídio e conversou com a reportagem do jornal VALE DO AÇO. “Na hora do assassinato eu estava junto com meu sobrinho. Ele tomou cinco tiros e morreu nos meus braços. Eu tentei recuperá-lo, mas na hora que vi que uma das balas atingiu bem em cima do coração e outra do lado direito do peito, eu perdi as esperanças. Foi quando chegou o Samu e eu disse que não havia mais nada para ser feito. Ele morreu nos meus braços. Os assassinos não falaram nada. Só se aproximaram e atiraram”, contou.
De acordo com Djalma, Marlisson já teve envolvimento com drogas. “Ele vinha sendo ameaçado há muito tempo e me falou que estava devendo cerca de R$ 500 e que estavam cobrando e ameaçando, mas não citou quem estava fazendo isso. Na hora do crime, assim que meu sobrinho viu os assassinos, ele levantou a mão e tomou um tiro no peito. Ele levantou e tomou mais tiros. Eram duas pessoas”, revelou.Ainda segundo o pedreiro, nos últimos meses, Marlisson tentava se livrar do vício de entorpecentes. “Tinha uns 60 dias que ele não usava mais nada. Meu sobrinho estava querendo levar a vida trabalhando e me disse que não ia mexer com isso mais. Creio que há uns quatro anos que ele passou a usar drogas e, ultimamente, queria mesmo é se livrar delas”, complementou.
Marlisson seria sepultado no cemitério Parque Senhora da Paz, no Bairro Veneza II. Um inquérito foi instaurado na Delegacia adjunta de Crimes contra a Vida (DaCcV) para apurar o homicídio.