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Esportes
24/12/2009 - 08:00

O massagista dançarino


Querido no Tigre, Bié já foi professor de dança


Lairto Martins

Bié, sempre atento para socorrer os atletas: “A turma gosta de mim. Eles sabem que tenho bom humor, brinco e faço piada”
Se perguntarmos por José de Fátima Souza nas dependências do Ipatingão, praticamente ninguém saberá dizer de quem se trata, mas se usarmos o apelido Bié, todos reconhecem e comentam sobre o massagista do Ipatinga Futebol Clube, que sempre está com um sorriso no rosto pronto para servir os jogadores e comissão técnica do clube. Aos 54 anos, natural de Itabira, Bié, que ganhou este apelido na infância, começou no futebol em 1970, no Valério, equipe profissional de sua cidade natal.

“Fui convidado por um diretor do clube e comecei a trabalhar como auxiliar. Em 74, me tornei massagista profissional do Valério, e ali fiquei até 1982. Depois fiz um curso de enfermagem e fui trabalhar como auxiliar de enfermeiro no hospital da Vale do Rio Doce, onde fiquei por 11 anos”, recorda Bié.

A paixão pelo futebol falou mais alto e, após um convite de Eduardo Maluf (hoje diretor do Cruzeiro), então presidente da equipe itabirana, Bié voltou para o Valério. Nessa ocasião, concluídos seis meses de trabalho, ele se aposentou por tempo de serviço. “Depois de me aposentar segui minha vida no futebol e estive em diversas equipes do interior de Minas, como Mamoré (Patos de Minas), Guarani de Divinópolis e Tupi de Juiz de Fora, clube a que fui levado pelo meu amigo Daniel Procópio. Em 2004, cheguei ao Ipatinga trazido pelo então técnico do time, o Ney da Matta”.

Durante todo esse tempo, Bié presenciou diversos fatos curiosos. Sem revelar nomes, o massagista contou uma passagem engraçada que presenciou dentro de um vestiário. “Não vou falar o nome do treinador, mas uma vez, no Valério, o técnico começou a dar a preleção. Ele estava explicando o posicionamento dos atletas e mostrando o tempo todo o que um dos atacantes tinha que fazer no jogo. De repente, outro jogador levanta e fala para o treinador que o tal atacante não estava nem relacionado para o banco de reservas. O treinador ficou desesperado, perguntando por que não havia relacionado o tal atleta”, contou em meio a risos.

Dançarino

Além de bom massagista, Bié tem a fama de “pé de valsa”. É comum os jogadores brincarem com ele sobre os bailes que costuma freqüentar. E não é apenas por brincadeira, a dança já foi profissão do massagista. “Eu tive uma academia de dança em Itabira. Fui professor de dança de salão. Desde novo gosto de dançar. Quando minha academia se apresentava no ginásio em Itabira, mais de mil pessoas iam assistir. Mas quando vim para cá larguei a academia. Hoje danço somente por hobby. Gosto de ir às serestas do Ipaminas e do Industrial”, contou, orgulhoso.

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