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Cultura
13/01/2013 - 00:00

ASPAN: dez anos de proteção aos animais da região


Débora Anício
Repórter


Divulgação

ASPAN é responsável por recolher animais maltratados e abandonados, tratá-los e encaminhá-los para adoção
Atuando há dez anos na região, a Associação de Proteção aos Animais Francisco de Assis do Vale do Aço (ASPAN) é o principal responsável pelo recolhimento de animais abandonados e encaminhamento dos mesmos para a adoção. Em entrevista ao jornal VALE DO AÇO, a presidente da ASPAN, Cláudia Altino Mechetti, conta que é preciso mais gente para ajudar no trabalho.

A Associação foi criada em 2003 por um grupo de protetores de animais. “A ASPAN nasceu do desejo de ajudar os animais. Os idealizadores do projeto já faziam este trabalho individualmente e viam a necessidade de se unir em prol dos bichinhos”, explicou Cláudia, que entrou para o grupo há dois anos. “Eu sempre fui apaixonada por animais e já recolhia e cuidava de bichos abandonados, até que conheci uma integrante da ASPAN, que me convidou para uma reunião do grupo”.

Atualmente a Associação conta com cerca de 35 associados. “Cada pessoa faz um trabalho específico dentro da ASPAN. Alguns abrigam os animais em casa, outros trabalham com divulgação de cães para adoção e ficam responsáveis por visualizar as denúncias recebidas, algumas pessoas trabalham apenas com o resgate de animais nas ruas e um grupo fica responsável pela Feira de Adoções”, explicou Cláudia, citando a feira realizada na Feirarte. “Uma vez por mês nós levamos os cães e gatos recolhidos para adoção. Depois que começamos este trabalho as adoções aumentaram muito”, comemorou a presidente da ASPAN.
O grupo de protetores de animais se sustenta com a ajuda dos associados e também por meio de parcerias com veterinários e casas de ração do Vale do Aço. “Os associados pagam uma mensalidade, que pode ser de 2,5% ou 5% do salário. E ainda contamos com o apoio de médicos veterinários, que nos oferecem desconto ou até mesmo não cobram”, contou Cláudia, lembrando que apesar do apoio recebido as maiores dificuldades da Associação hoje são financeiras. “Qualquer ajuda neste sentido é muito bem-vinda. E além de dinheiro, precisamos de mais pessoas comprometidas com o trabalho, mais associados”, reforçou ela.
Cláudia Mechetti ainda contou que a maior parte dos animais recolhidos são cães e gatos. “Quando recebemos denúncias de maus tratos de um animal de porte maior nós encaminhamos para o médico veterinário da Usipa, mas é muito difícil acontecer”.

Além do abandono, a falta de cuidados com animais domésticos também é um problema enfrentado pela Associação. “Já recebemos denúncias de vizinhos, contando que uma tartaruga estava morrendo de fome em casa, pois a dona estava viajando. Nós não podíamos entrar na casa, pois seria invasão de propriedade, então orientamos a vizinha a dar comida ao animal. E nos comprometermos a voltar à residência para conversar com a dona do animal, para orientá-la e saber se ela realmente gostaria de continuar com a tartaruga”.

Trabalho

A dinâmica da Associação consiste em recolhimento de animais abandonados e/ou maltratados, assistência aos bichos e encaminhamento para adoção. “Quando vemos um animal em situação precária nós recolhemos e levamos para casa. Cada associado tem um limite de animais que pode recolher. Dependendo da situação do bichinho nos o encaminhamos para tratamento e, só depois dele estar em boas condições, ele é levado para adoção”, pontuou Cláudia.

A presidente da ASPAN também abriga animais em sua casa. “Minha casa tem espaço para, no máximo, quatro bichos. Mas já abriguei sete filhotes e três cães adultos ao mesmo tempo”, lembrou Cláudia, afirmando que é difícil encaminhar os animais para adoção. “Em 2011 recolhi um chow chow de quatro anos em Santana do Paraíso. Tinham furado o olho dele e enfiado agulhas em seu órgão genital. Passei a noite toda chorando e cuidando dele”,  contou ela, que queira ficar com o chow chow. “Eu queria, mas não podia. Afinal um chow chow é adotado facilmente, então teria que deixar espaço vago na minha casa para receber outras raças que não têm saída rápida. Foi difícil, mas tive que abrir mão”.

Apesar de ter doado o chow chow, Cláudia não abriu mão da cadela pequinês que recolheu no Bairro Bela Vista. “A Pedrita foi encontrada no meio de 2011. Ela havia sido maltratada e também furaram o olho dela. Cuidei e ela está comigo até hoje”.

Projetos
No último ano a Associação de Proteção aos Animais Francisco de Assis do Vale do Aço conquistou o título de utilidade pública em Ipatinga. “Conseguimos verba da prefeitura no ano passado para nosso projeto de castração, que acreditamos ser uma das formas mais eficiente de diminuir o número de animais nas ruas”, explicou a presidente do grupo.

Amor aos bichos
A presidente da ASPAN lembra que apesar das dificuldades diárias, o grupo ainda sofre com a falta de entendimento de algumas pessoas com o trabalho realizado. “Muita gente critica, dizendo que deveríamos cuidar de gente ao invés de cuidar de animais, como se uma coisa excluísse a outra”, declarou Cláudia. “Uma pessoa em dificuldades sabe dizer o que está precisando, mas um animal não. Só quem ama os animais de verdade sabe enxergar que ele precisa de ajuda”.


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