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Esportes
09/12/2012 - 01:00

Sai um Tigre, chegam três times


SE AS NOVAS HISTÓRIAS SERÃO TRISTES, OU ALEGRES, SÓ O TEMPO DIRÁ, MAS OS PLANOS SÃO DE NÃO PARAR O FUTEBOL NO VALE DO AÇO


Zé Vinícius
REPÓRTER

DA REDAÇÃO –
O Ipatinga Futebol Clube só existe hoje na memória dos seus torcedores, que vibraram nos momentos de glórias da equipe e choraram nos momentos de tristezas. Ambos foram muitos, em uma curta história de 14 anos. Teve acesso a Série A do Mineiro, teve rebaixamento para a Série C. Teve vitória na final do Mineiro sobre o grande Cruzeiro, que na época tinha o Fred; teve amargo rebaixamento para o Módulo II. Teve semifinal da Copa do Brasil, teve título da Taça Minas Gerais, e teve três rebaixamentos em dois anos. Futebol, alegrias e tristezas, que não voltaram mais. Torcer para o quadricolor agora é encargo dos moradores de Betim, e só o tempo para dizer se as alegrias serão tantas quanto no Vale do Aço. Mas os moradores da antiga casa do Tigre ficarão ‘órfãos’ de time agora? Pelo visto não... Além da volta do Ideal, tradicional clube de Ipatinga, duas outras agremiações surgem para tentar preencher o espaço do ex-torcedor do Ipatinga, além de tentar conquistar novos torcedores. Todos os presidentes afirmam que o movimento de retorno ao mercado não tem nenhuma relação com o espaço deixado pelo Ipatinga Futebol Clube.



Ideal Futebol Clube vai retornar


Zé Vinícius

O Ideal só deve voltar em 2014, mas passará por um grande processo de estruturação em 2013
O Ideal Futebol Clube irá retornar. A expectativa do presidente do clube Kelisson Ramos e do novo colaborador Ney da Matta é que, após um 2013 de estruturação, o clube volte a disputar uma competição oficial. O Ferreirão, campo do Ideal, na divisa do Bairro que dá nome ao clube com o Bom Jardim, está em um processo de reforma, sendo que a área será totalmente remodelada. Ney da Matta tem contado com vários parceiros neste novo projeto, que tem o futebol, neste primeiro momento, como segundo plano.
O foco, segundo o ex-treinador do Ipatinga e atualmente comandante do Araxá Esporte Clube, é um projeto social.  As conversas para a realização do novo sonho acontecem desde a época em que Ney estava à frente da pasta de Esporte Cultura e Lazer na Prefeitura de Ipatinga, antes de retornar ao Ipatinga no ano de 2011. “Queríamos tentar estruturar a área do Ferreirão, pois é um espaço muito importante, porém desgastado, precisamos de reformas. Só agora conseguimos tirar essa ideia do papel e colocar o projeto em ação”, explica Ney da Matta.
As obras atendem todas as áreas do Ferreirão. Do lado esquerdo do gramado, foram retirados mais de 400 caminhões de terra, onde será construída uma nova arquibancada, com mil cadeiras, será instalado o placar eletrônico, os bancos de reservas e a área para aquecimento dos atletas. No lado direito, serão feitos lojas e cabines de imprensa. Atrás do gol do lado do Bairro Bom Jardim serão reformados os vestiários, e será feita uma área vip para convidados assistirem os jogos, além de três galpões e salas voltadas para o Projeto Social, além de salas da diretoria.
Kelinho afirma que o projeto não tem relacionamento com a possibilidade ventilada pela imprensa do Ipatinga, principal clube da cidade, deixar o Vale do Aço. “Não queremos ocupar espaço deixado por outro clube. Isso porque o Ideal tem a sua história. Somos um dos primeiros times do Vale do Aço, temos a nossa torcida, a nossa história. Vamos fazer um trabalho diferente, focado não apenas no futebol, mas um Projeto Social diferenciado, com cursos de informática, elétrica, solda e a Escolinha de Futebol. Vamos resgatar a estrutura física, fazer reformas no campo, galpões para os cursos, mas acima de tudo, vamos resgatar o Ideal, e isso será feito junto com a comunidade” declarou o presidente, em entrevista para o Jornal Vale do Aço no começo de novembro.
A ideia de Ney é que o Projeto Social comece em janeiro, mas a data pode ser alterada. “Estamos com algumas dificuldades. Temos que montar três galpões ainda, e creio que o tempo não dará. Mas estamos conversando com os nossos parceiros para captação mais recursos. Só vamos abrir quando tiver tudo certo. Este projeto é um sonho meu para esta região, e é por isso que estou aqui. Vim de família pobre, e com a ajuda de amigos, de pessoas com visão, consegui chegar onde estou hoje. Quero que estes jovens tenham a mesma oportunidade que eu tive”, afirmou o treinador do Araxá.
O retorno do time profissional seria apenas no segundo semestre de 2014, com a base estruturada, e o projeto social em andamento. Um importante passo para a história gloriosa do Índio.


Novo Esporte Clube Ipatinga

Lairto Martins

Em sua primeira incursão no futebol profissional, João Chico estabelece gastos de R$ 500 mil em 2013
Além da volta do Ideal, os torcedores de Ipatinga terão um novo time para torcer, um novo clube, com novas cores, um novo nome e um novo mascote. Tudo novo, até o nome. É este o projeto do Novo Esporte Clube Ipatinga, time empresa fundado pelo empresário João Chico, dono da Indumep, empresa do ramo de usinagem, caldeiraria e estruturas metálicas. Nesta segunda-feira (10), o presidente do clube estará junto a Federação Mineira tratando dos assuntos referentes ao registro da agremiação.
A temporada do Novo Esporte começará em fevereiro, com o anúncio do time para a disputa da Terceirona, ou a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro, que é realizada no segundo semestre. João Chico explicou à reportagem do Jornal Vale do Aço que criar um time profissional neste momento não está relacionado à transferência do Ipatinga para a cidade de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo João, a ideia veio por parte do cunhado dele, o Romeu. Ele comanda o time do Iguaçu, famoso no futebol amador do Vale do Aço.
“Temos este projeto lá há mais de seis anos. Participávamos de muitos campeonatos fora do estado, principalmente em São Paulo. Levávamos o jogador para lá, ele ia, se destacava, e nós não tínhamos como segurar. Acabávamos entregando o atleta para um empresário. O registro de um time profissional é um passo natural neste projeto, já que assim poderemos agregar mais valor aos nossos jogadores”, disse João, que salientou. “O projeto não depende da saída ou permanência do Ipatinga Futebol Clube. É um projeto independente, em um espaço que a cidade precisa. Claro, a transferência do clube para Betim deixa um espaço, e nós iremos preencher ele. É uma porta fortíssima que foi aberta. Vamos jogar no Lamegão, vamos ter o estádio como casa. O resto, se vamos conseguir alcançar os feitos que o antigo time da cidade conseguiu, só saberemos com o tempo”, afirmou o empresário.
Com orçamento de R$500 mil para a temporada 2013, João tem como seu principal trunfo o trabalho com o elenco regionalizado. “Teremos sete jogadores mais experientes, rodados, e o restante do elenco formado por atletas daqui, jovens promessas. Entre os profissionais, iremos atrás de um goleiro, um zagueiro e um lateral, qualquer dos lados. Assim temos uma defesa eficiente. Pego um volante, um meia esquerda e um meia direita, e um atacante. Um dos meias pode ser profissional ou, se conseguimos, pode ser um garoto da cidade. Com este esqueleto formado, vamos trabalhar com os nossos garotos, e não se engane, tem muito jogador bom aqui que precisa apenas de uma oportunidade. Tem jogador que, quando eu colocar em campo para chegar, a torcida vai aplaudir de pé”, declarou João.
Ao final da entrevista, o presidente deixou claro um ponto. Diferente do Ipatinga Futebol Clube, o Novo Esporte nunca sairá do Vale do Aço. “Eu cresci aqui, tenho minha empresa aqui, minha família. Tudo o que eu tenho devo a esta cidade, por isso garanto, estou criando um time pensando em lucro sim, em fazer dinheiro, é um clube empresa, mas eu estou fazendo o clube para a cidade. Para dar oportunidade para pessoas daqui, para levar o nome. Se um empresário quiser entrar comigo nesta, vai ter que investir aqui, e não levar o nosso time para outra cidade”, finalizou João.


Trio Esporte Clube na terceirona

Lairto Martins

Criando um clube pela segunda vez, Marcelo espera conseguir conquistar a torcida de Fabriciano
Fabriciano também terá um novo clube para disputar com o Social a preferência do público. A última vez que a cidade teve dois clubes profissionais foi em 2008, antes do Fabriciano Esporte Clube se transferir para Nova Lima e se tornar o Nacional. Agora é a vez do Trio Futebol Clube tentar conquistar o torcedor da cidade mãe do Vale do Aço. Com um gasto orçado em cerca de R$400 mil para o ano de 2013, o Trio disputará a Terceirona do Mineiro, sendo adversário do Novo Esporte.
O presidente é o mesmo que levou o Nacional a elite do Campeonato Mineiro, Marcelo Martins Vieira. Após discordar do andamento que o seu antigo clube teria no decorrer de 2012, Marcelo achou melhor deixar outro tocar o projeto. Não ficou muito tempo sem estar envolvido com futebol profissional. O ex-presidente do Nacional foi convidado por um grande empresário de Belo Horizonte, Renato Salvador, para criar o Trio. Marcelo é o presidente da agremiação e Renato o vice.
“Fundamos o clube no dia 10 de outubro de 2012. O Renato é um empresário que já foi vice-presidente do Atlético. Ele é proprietário da construtora Tratenge, e sócio proprietário do Hospital Mater Dei em Belo Horizonte”. Com a força do empresário belo-horizontino, Marcelo pretende alçar voos mais altos do que com o Nacional. Em um primeiro momento, ele sonha com uma identificação maior com a torcida e um apoio maciço de empresários da região. “Já fomos procurados pelos dirigentes do Avante para mandar nossos jogos lá, no estádio Josemar Soares. Se eu fizer uma parceria com o Avante, teremos uma forte torcida. O Campo do Avante é um caldeirão, e queremos uma identificação com os moradores do Melo Viana, para abraçar o time. Jogar no estádio do Social é normal, mas no Avante, teremos torcida. Mas independente do local, o que traz torcida são as vitórias. Tínhamos sempre quatro a cinco mil torcedores no estádio, mesmo sendo um time novo. Fomos campeões da Terceirona, vice do Módulo II e fizemos um bom Módulo I. Porém, é difícil fazer futebol sozinho no interior. Precisamos do apoio dos empresários para manter o time na cidade, fazer a equipe crescer e levar o nome de Fabriciano, assim como o Ipatinga fez nos seus principais anos. Tenho a experiência com o Nacional, que começou do zero, mas conquistou torcida e feitos importantes”, disse Marcelo, em entrevista para o Jornal Vale do Aço na última semana.
O Trio já começa com importantes jogadores ligados ao clube. Mesmo imaginando o começo da disputa com um time formado por jogadores do Vale do Aço, com a idade entre 17 e 20 anos, aproveitando os talentos que a cidade tem, o parceiro de Marcelo , Renato Salvador, é um grande empresário também do ramo esportivo.
“Ele já foi vice-presidente do Galo, tem uma agência de marketing esportivo e gestão de carreiras, a Trio Sports, que agencia vários jogadores. Vários dos atletas da Trio Sports serão registrados no Trio Futebol Clube. O Renato tem parte do passe do Marcos Rocha, lateral do Galo, do Bruno Mineiro, do Yuri, do Max, que estava no Ipatinga, todos pertencem a Trio Sport, e eles serão registrados no clube. Nisso o Trio ganharia com possíveis transferências, já que os negócios são feitos de clube para clube hoje, e não mais entre clube e empresário, ou clube e agência”, explicou Marcelo, que conhece bem os meandros do setor.


Tombense: possibilidade remota
Ipatinga não tem um time na primeira divisão do Campeonato Mineiro, mas terá jogos da competição no estádio Lamegão. É que o Tombense mandará cinco jogos em Ipatinga, incluindo o clássico com o Atlético Mineiro. O principal empresário do time, Eduardo Uram, já apareceu envolvido em uma possível negociação de transferência para o Vale do Aço. Vamos aguardar e acompanhar aquele que, quem sabe, poderá vir a ser um dos times da região nos próximos anos.

 

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