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Cidades
25/11/2012 - 00:00

Previsão é de até 15 dias ininterruptos de chuvas


Defesas civis do Vale do Aço se preparam para chuvas prolongadas até janeiro


FOTO: LAIRTO MARTINS

POR SEU HISTÓRICO de problemas, a região do Vale do Aço é uma das que recebem atenção especial da Cedec-MG
DA REDAÇÃO - O Coordenador da Defesa Civil de Coronel Fabriciano, Irnac Valadares adianta que os órgãos da região estão em alerta neste fim de ano, pois já foram informados sobre uma previsão de chuvas em grande escala nos próximos dias. “A partir de agora – diz Irnac –, final de novembro, até janeiro, teremos muitas e significativas chuvas. E a duração dessas precipitações será prolongada. A perspectiva é de que poderemos ter chuvas num período de dez a 15 dias interruptos. Isso requer muita atenção das Defesas civis do Vale do Aço e principalmente da população das áreas consideradas de risco”, salienta.  

De acordo com Irnac Valadares, no caso de Coronel Fabriciano as pessoas que moram nas áreas de risco já vêm sendo visitadas e orientadas: “Estamos fazendo essa vistoria em conjunto com o Corpo de Bombeiros”, ressalta.   
O coordenador da Defesa Civil de Timóteo, Marques Valgas informa que a partir da próxima semana as assistentes sociais do município terão a mesma atitude. Farão visitas às áreas de risco do município para conversar com as famílias: “Infelizmente, são os mesmos locais. As pessoas sabem que estão em área de risco e constroem ali. Então os problemas que tivemos no período das chuvas passadas serão os mesmos deste ano”, analisa. O telefone do órgão é 3847- 4783.

O coordenador da Defesa Civil de Ipatinga, Noé Pedro afirma que desde agosto o órgão vem fazendo a parte preventiva para evitar problemas no período chuvoso: “Também estamos dando suporte na Ilha do Rio Doce, pois o monitoramento do rio nós fazemos de lá”, explica. O contato do órgão: 3829-8414.

Plano de Emergência
Durante exposição do Programa Proximidade Cemig, nesta semana, em Timóteo, o analista técnico da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil – Cedec-MG, sargento  Claudenir Miguel, esteve presente para prestar esclarecimentos aos representantes das defesas civis regionais sobre o Plano de Emergência Pluviométrica para o período chuvoso 2012/2013 elaborado pelo Governo do Estado. O plano foi lançado no último dia 24 de outubro e contempla as ações de cada órgão do estado, não apenas da Defesa Civil, em caso de ocorrência de desastre, visando uma resposta rápida para minimizar os impactos.

Por seu histórico de problemas, o sargento Miguel diz que a região do Vale do Aço preocupa a Cedec-MG e explica como o plano funciona na prática: “Havendo um alerta meteorológico para a o Vale do Aço, por exemplo, de um grande volume de chuva,  a Cedec-MG  vai  ficar atenta para esta região. Vamos avisar as defesas civis municipais, Corpo de Bombeiros, enquanto em BH a nossa equipe fica de prontidão para a eventualidade de ter que atuar”.

O analista técnica ainda acrescenta: “Viemos passar orientação para as defesas civis. Já que o período chuvoso está começando, que as  pessoas que moram em áreas de risco sejam orientadas. Que tenham cuidado, que procurarem um local seguro antes que ocorra um sinistro. Se perceberem um possível deslizamento de terra, o rio subindo, que não fiquem dependendo apenas do poder público”, recomenda.

Janete Araújo

PARA O ANALISTA TÉCNICO da Cedec-MG, sargento Claudenir Miguel, a população que mora em áreas de risco, principalmente, deve ficar em alerta
‘Puxadinhos’ e bananeiras
O sargento Claudenir Miguel declara que existem alguns municípios que são ‘clientes’ da  Cedec-MG nas regiões do Rio Doce, Zona da Mata, Sul e Central: “Todos os anos  os mesmos municípios têm os mesmos problemas. É recorrente. A Cedec do Estado sempre espera problema desses municípios assim que as chuvas começam a cair, pois sabe que virá”, destaca. Ele ainda faz uma lista das cidades da região que geralmente têm problemas no período chuvoso, considerados como complicados pelo órgão: “Aqui temos Ipatinga, Timóteo, Coronel Fabriciano. Em Caratinga, depois de um sério problema com enchentes na virada de 2005 para 2006, foi instalado um sistema de sirene muito eficaz. Mas ainda existe a questão dos alagamentos da Ilha do Rio Doce. E há as enchentes em Governador Valadares. Todos são municípios que têm um histórico que problemas relacionados às chuvas”, enumera, para concluir: “O trabalho feito pela Defesa Civil  no Vale do Aço é muito grande, muita coisa é feita e grande parte da população não tem percepção da consciência de risco. A população precisa entender que não pode permanecer nas áreas de risco no período chuvoso. É questão de preservação da vida. Evitar fazer cortes de 90 graus, os ‘puxadinhos’ e plantar bananeiras”, conclui o analista técnico da Cedec-MG.


Áreas críticas levantadas pelo Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros do Vale do Aço fez no final de outubro um levantamento das áreas de risco nas cidades-polo do Vale do Aço.
Em Ipatinga, elas se localizam nos bairros Bethânia, Vila Militar Bom Jardim, Esperança, Nova Esperança, Vila da Paz, Vila Celeste, Chácaras Madalena, Barra Alegre, Limoeiro, Iguaçu, Vale do Sol, Grota do Jardim Panorama, Ilha do Rio Doce e Veneza (final da rua campinas).

Em Timóteo, ficam no distrito de Cachoeira do Vale, além dos bairros Macuco, Limoeiro, Santa Terezinha, Recanto do Sossego, Bela Vista, Ana Moura, Novo Tempo, Alegre, Recanto Verde, Primavera, Ana Rita, Olaria, Santa Maria e Alvorada.

Em Coronel Fabriciano são nos bairros Santa Cruz, Manoel Domingos, JK, São Domingos, Santa Terezinha I e II, São Vicente, Morro do Carmo, Aparecida do Norte, parte alta do Universitário, Padre Rocha, Morada do Vale, Caladinho de Cima, Caladinho de Baixo, Surinã e Caladão.

Em Ipatinga a Vila da Paz, na região do bairro Cidade Nobre, e residências no final da rua Campinas, no Veneza, vivem o risco de inundação pelo ribeirão Ipanema. A Ilha do Rio Doce tem risco de inundação pelo rio Doce. Em Coronel Fabriciano os bairros Caladão, Surinã, JK (residências ribeirinhas) têm risco de inundação pelo ribeirão caladão. E em Timóteo, toda a parte baixa do distrito de Cachoeira do Vale e também a invasão do Limoeiro têm risco de inundação pelo rio Piracicaba.

Ainda pelo diagnóstico, o Corpo de Bombeiros alerta que o risco de cada bairro se refere às partes altas, onde há as construções em barrancos, sujeitas a deslizamentos/desmoronamentos no período chuvoso.


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