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26/06/2008 - 13:48
 
  Planejar é preciso  
     
 
Esta semana tive uma conversa com uma amiga que pretende abrir um "negócio" em sua área de formação, num país distante de nossa terra tupiniquim. Atualmente encontra-se empregada e não anda lá muito satisfeita com a situação. Quer empreender. Viva!


Começamos a conversar e rapidamente ela fez a primeira solicitação:

__Quero que me indique alguém para fazer "a arte" porque vou mandar fazer uns folders e distribuir por aí!

Aí pergunto eu, como bom chato que sou:

Já tem seus fornecedores? Fez uma previsão orçamentária? Clientes alvo, quem são? Definiu a logística? Plano B para o caso da coisa não andar? Canais de venda? Pontos fracos?  Oportunidades mapeadas? Blá, blá blá ....

Enfim, ela me achou um chato, e disse que isso tudo é "muito complicado".  Ela quer é vender logo! Passei então o email do designer que vai fazer "a arte" e fiz uma oração pelo negócio. Gosto dela; é uma boa amiga.

Se o negócio vai dar certo eu não sei, mas as estatísticas costumam ser imperdoáveis com aqueles que querem já começar as coisas pela execução, sem o devido planejamento; por mais orações que se faça.

No entanto, seja como empreendedores "solo" ou como profissionais liberais em busca de clientes, é isto o que vemos em muitas pessoas. O sujeito faz um cartão (de preferência o mais barato), compra um "quadrado" no jornal local, põe lá sua "arte" (com o telefone embaixo) e acredita que começou um negócio. Haja oração!

Infelizmente nossa cultura imediatista misturada com o quase total desprezo pelo "planejamento claro e objetivo", faz com que muitos tentem atuar profissionalmente, ou mesmo começar um negócio, a partir de uma metodologia que poderíamos definir como a mistura do "samba do crioulo doido" com a "dança do tchá,tchá,tchá"!

Seria muito proveitoso para nós, profissionais brasileiros, entendermos e darmos o devido valor à fase de planejamento de qualquer empreendimento na vida. Seja abrir um negócio, atuar como profissional liberal, procurar um emprego ou mesmo fazer uma festinha de aniversário.

Mudar este aspecto cultural não é simples, mas necessário para quem quer realmente competir no mercado globalizado que temos agora. Muitas vezes o "planejar algo" é mais desgastante do que a própria execução deste "algo"; pois exige concentração, pesquisa, paciência e muito estudo.

Então, seja você um profissional liberal em busca de reconhecimento, alguém que procura um emprego ou um candidato a empresário, jamais deixe de dar extrema atenção a esta fase, pois é dela que dependerá o seu sucesso. Números, projeções e planilhas, por mais chatos que possam parecer, são a base de sustentação de qualquer empreendimento saudável.

Quanto à minha amiga, estamos conversando... Enviei agora mesmo para ela um modelo de plano de negócios, para ver se a ajudo a organizar as idéias antes de por a "mão na massa".

Minha esperança é conseguir ajudá-la a planejar minimamente seu novo negócio, e evitar que tenha gastos desnecessários que podem até mesmo inviabilizar seu sonho. É melhor assim, mesmo ela me achando chato, porque depois, se a coisa desandar mesmo, aí não há novena que resolva.

Até mais!

 

   
 
 
 

       
 
   
16/06/2008 - 13:05
 
  Manuais do sucesso: será que funcionam?  
     
 
Em busca do sucesso na profissão, muitas pessoas, pelo menos as mais dedicadas, costumam procurar no mercado por informações relevantes que possam ajudá-las a gerenciar melhor suas carreiras. E a forma mais tradicional de se fazer isto é pesquisando textos na internet ou comprando livros de “auto-ajuda profissional”

Acontece que cada vida é uma, cada ser é um, e cada contexto é único. Concorda?
 
Levando isto em conta, será que é realmente possível uma pessoa que nunca te viu, nem mesmo conhece sua realidade, contribuir para seu crescimento profissional através de livros e artigos?
 
Nos últimos tempos alguns autores competentes têm questionado muito o uso de manuais profissionais ou fórmulas prontas para o sucesso. E realmente o que não falta, em especial de dez anos pra cá, são livros sobre “seja assim”, “aja assado”, “desenvolva isso” ou “transforme-se naquilo”; enfim, uma série de apontamentos e dicas prontas que prometem o tão almejado sucesso profissional.

Longe de acreditar que seguir cegamente estas dicas pode mesmo levar alguém ao sucesso, também não quero concordar com os que acham que elas não podem ser úteis quando devidamente compreendidas e aplicadas no contexto da existência de cada um.
 
Meu ponto de vista é que decorar e aplicar “dicas e sugestões” sem fazer uma profunda revisão de si e de seus objetivos é mesmo insuficiente, e acaba produzindo uma espécie de profissional “automatizado”, meio robótico e sem autenticidade verdadeira, o que definitivamente não é o que o mercado busca.
 
Por outro lado, pouco adianta você descobrir seu sonho de vida, passar a ser uma pessoa centrada, com energia e entusiasmo, se não tiver acesso aos comportamentos que são mais valorizados hoje, e que muitas vezes são bem descritos em alguns destes “manuais”.
 
Portanto, sou da opinião de que não é isso “ou” aquilo, é isso “e” aquilo.
 
Precisamos sim, conhecer as dicas e as “fórmulas prontas” que nos são passadas muitas vezes por pessoas que alcançaram o sucesso e viveram experiências edificantes, mas devemos ter a maturidade e o discernimento para realmente as entendermos e desenvolvermos em alinhamento com nossa personalidade e nossa essência.
 
A questão aqui é bom senso. Digo isto porque costumo ver pessoas em pólos opostos na maioria das vezes. De um lado os que consomem vorazmente este tipo de leitura, acreditam que é “receita de bolo” e algumas vezes se frustram porque não deu tudo certo “como estava no livro/’.
 
Do outro lado temos os céticos, que debocham e ignoram este tipo de material, preferindo agir de acordo com suas próprias percepções do mundo. São pessoas que muitas vezes acabam deixando de conhecer “experiências e comportamentos” compartilhados por autores, e que poderiam muito bem ajudar em suas carreiras, desde que encaradas com senso crítico.
 
Então fica a dica, artigos e “manuais” funcionam sim, desde que saibamos interpretá-los com inteligência e bom senso, entendendo suas limitações e buscando tirar proveito de suas preciosas sugestões.
 
Até mais!
 
 

   
 
 
 

       
 
   
05/06/2008 - 22:59
 
  carreira e gestão  
     
 

Relaxa!

Quem costuma ler meus artigos, já deve ter percebido que tenho o hábito de ser bem otimista em relação ao que pode acontecer em nossas carreiras se nos dedicarmos realmente a entender como funciona o mundo atual e procurarmos nos adaptar a ele.

Pois esta semana continuo otimista, mas quero falar de algo mais delicado: quando as coisas dão errado! E elas dão!

Veja bem: Você vai ler artigos, estudar, procurar se desenvolver, preparar um belo currículo, acompanhar as revistas de negócio, fazer a barba direitinho, arrumar bem o cabelo, criar serviços legais para oferecer e... As coisas vão dar errado.

Sim, isto vai acontecer! Uma vez, duas vezes, dez vezes! Creio que não temos números exatos a respeito, mas para cada “sim” que você receber na vida há um monte de “nãos” que vão esfregar em sua cara. Comigo tem sido assim, e com muita gente que conheço também!
Isto quer dizer que você não é bom o suficiente? Não se preparou direito? Abordagem errada? Não engraxou o sapato? Erro de português? Má negociação? Te viram cutucando o nariz? Relaxa!

Pode até ser que você precise evoluir em alguns aspectos na sua busca por uma carreira de sucesso. Mas entenda: muitas vezes, mesmo fazendo tudo direitinho, lá na frente a coisa não vai dar em nada! Vão dizer: Não, obrigado!

Por quê? Porque a vida é assim ora! Respostinha miserável esta minha não? Oh sabedoria!

Mas a verdade, amigo, é que é isto mesmo. Cada um de nós tem sua história particular e seus desafios a vencer. As coisas não acontecem necessariamente na hora em que queremos, mas na hora em que elas “acontecem”. E nosso papel é continuar na busca, na luta, na viagem!

Que legal! Você perde seu precioso tempo lendo meu artigo para eu ficar com esta filosofia barata de boteco na sua cabeça... É que às vezes precisamos voltar ao boteco mesmo, pedir um tira-gosto e espairecer. Aqui em Minas fazemos bastante isto!

Ocasionalmente alguns leitores me escrevem, às vezes angustiados porque fizeram isto e aquilo, mas coisa não andou como “imaginaram”. Já outros falam de oportunidades surgidas quando menos esperavam, pois estavam sempre se preparando apesar dos “nãos” recebidos constantemente.

Pois que se saiba que eu também faço vários “istos e aquilos”, e UM TANTO de vezes a coisa dá em absolutamente nada! __ Não obrigado; não queremos mais um colunista! __ Não obrigado, já temos um consultor de confiança! __ Não obrigado, já há quem faça isto para nós... __ Não, obrigado, não quero um consultor de carreira...

Perdi a conta de quantas negativas já recebi e ainda “recebo” nesta vida diariamente. Mas se eu parar... Ora, já disse Raul Seixas: ...A cabeça não agüenta!

Então caro leitor, em nome de seu bem estar e de sua carreira, faça-se um favor: Lute, estude, informe-se, atualize-se, aprimore-se, “leia meus artigos”,projete, desenvolva, apresente, negocie, procure, crie oportunidades!

Mas olha, de vez em quando, pelo amor de Deus, senta no boteco, desabotoa o cinto, desliga o celular, esquece dos problemas, pede um bendito de um tira-gosto e: relaxa!!!

Até mais.

 

   
 
 
 

       
 
   
27/05/2008 - 01:24
 
  Bons tempos para empreendedores!  
     
 
Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.

Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!

Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!

Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.

Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.
O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.
Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.

Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.

A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?
Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.

Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.

Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.

Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!
 

   
 
 
 

       
 
   
24/04/2008 - 16:24
 
  Profissional high-tech  
     
 
Desde que comecei, seis meses atrás, a trabalhar no projeto de um novo empreendimento,  minha vida se transformou de modo que eu jamais poderia imaginar. Não apenas por causa do enorme impacto do projeto em minha realidade, mas também pelo desenvolvimento que tive em relação a ferramentas on-line de gerenciamento pessoal e profissional.

Como tinha pouca experiência em projetos on-line, contratei uma consultoria em gerenciamento de projetos,  para dar suporte ao desenvolvimento, e o que observei a partir de então foi um incrível aumento em minha capacidade de trabalhar, organizando e acessando uma enorme quantidade de informações úteis em tempo bastante curto.

Entenda: sou psicólogo, meu campo de estudo é o comportamento humano, e até pouco tempo atrás sequer sabia o que é um endereço de DNS. Ah, você também não sabe? Calma que tem bastante gente lhe fazendo companhia.

Vejo muitos profissionais em minha idade, e alguns até mais novos, totalmente alheios ao uso de ferramentas on-line que oferecem imensas vantagens profissionais a um custo muito próximo de “zero”.

São pessoas que ainda usam muito papel e caneta, guardam pilhas de documentos e andam com pastas abarrotadas. Gastam quantias significativas com telefone e perdem tempo em deslocamentos de trânsito muitas vezes desnecessários. Isto quando não criam uma sede física (e cara!) para um negócio que funcionaria muito melhor com um site na internet e as pessoas em seus home-offices. Ah, se eu soubesse antes...

Seja você um profissional em início de carreira ou já atuando há muito tempo, dou uma sugestão com muita ênfase: Torne-se tecnologicamente atualizado! Não porque é chique ou moderno, e sim porque é prático, confortável, e acredite, é barato!

Existem hoje programas para organização de agendas, criação de propostas, gerenciamento e compartilhamento de documentos, comunicação por teleconferências e integração de dados, totalmente de graça na internet. Os que não são de graça costumam custar menos de 20 reais por mês. E o melhor é que os dados não ficam apenas no seu PC ou no seu celular, estão na web, ou seja, em todo lugar.

Não fosse o conforto extra de assistir a meus filmes e gostar de escrever em viagens, eu poderia tranquilamente viajar sem o notebook. Meu escritório, minhas pastas, meus recados, meus documentos e meus contatos estão bem ali, em qualquer lan-house que eu encontrar pela frente.

A maravilha da tecnologia já disponibiliza comodidades quase absurdas neste início de século. Imagine levar “tudo” com você, sem precisar carregar “absolutamente nada”. É nada mesmo, pois se não quiser, nem o pen-drive precisa levar mais.

Como empreendedor e consultor, lamento não ter descoberto ainda mais cedo estas maravilhas tecnológicas. Mas agora que descobri, uso- as incessantemente, assim como oriento meus clientes e parceiros a fazerem o mesmo.

Não citarei aqui nomes específicos de programas e sites, porque são diversos. Posso dizer, no entanto, que o GOOGLE, já conhecido como oráculo moderno, investe fortemente em tecnologias que facilitam nossa vida, totalmente DE GRAÇA!

Então, se você ainda carrega papelada, bolsinha de canetas e vive com as gavetas abarrotadas, penso que seria uma boa idéia informar-se melhor sobre o que já existe na web para gerenciamento da vida pessoal e profissional. Isto irá torná-lo mais atualizado, competitivo e econômico.

E claro, caso queira saber o nome de alguns programas e sites específicos que uso para gerenciar meus trabalhos, é só me mandar um e-mail. Indicarei com todo prazer, e pode ficar tranqüilo que, a exemplo da maioria deles, eu também não cobro nada. Nadinha!
Até mais!
 

   
 
 
 

       
 
   
17/03/2008 - 22:56
 
  Não me amarra dinheiro não, mas compostura... (Beleza pura – Caetano Veloso)  
     
 
Sangue latino, muita paixão, bom humor e descontração em alta! Assim é o brasileiro médio. Vive um dia de cada vez, faz seu auê com os amigos e, via de regra, está de bem com o mundo; uns mais no aperto, outros mais folgados; quando perguntamos como vai a vida a resposta quase sempre é: “Vou levando”!

Esta é nossa cultura e nosso jeito de ser. Soltos, intuitivos, passionais!
Planejar não é muito bem visto por aqui. Escrever o planejamento então, que saco! “Metas? Métricas? Processos? Ah, sai dessa, eu quero é ser feliz! Sei... Anhãn... Usar um software de gerenciamento financeiro em minhas contas pessoais... Você está louco? Acha que eu vou virar um fanático com objetivos e controles e  lançar no PC aquela empada com suco de goiaba que comi hoje cedo? Já falei, eu quero é ser feliz!”

Não sou uma pessoa viajada, muito menos conhecedor profundo de outras culturas para tecer uma comparação, mas de uma coisa eu sei: A maioria de nós por aqui é avessa ao planejamento, especialmente quando este se dá no aspecto financeiro. Aliás, brasileiro parece que tem preconceito com dinheiro; é quase como se fosse algo sujo, feio, coisa de “gentinha gananciosa” sabe. Educação financeira é algo que passa longe de nossas escolas, e o senso comum é que cada um se vire e aprenda como usar seu dinheiro.

Bem, a triste verdade é que há muitos profissionais hoje no mercado que enfrentarão a terceira idade em consideráveis dificuldades financeiras. Não porque não ganhem dinheiro agora, e sim porque detestam ter que planejar, poupar e investir; e se não desconhecem, pelo menos torcem a cara para aquilo que se chama na vida de “previdência”.

Não, não é da previdência pública que falo, nem mesmo da privada, e sim do comportamento previdente. Particularmente, sou da opinião de que pensar no futuro com responsabilidade não é ser um sovina mão de vaca que deixa de viver as boas coisas da vida, e sim entender que um dia o imprevisto e a idade vêm, o pique diminui e a força vai minguando. E claro, todos nós queremos conforto e segurança para viver, especialmente às portas do crepúsculo da vida.

Há quem ande a pé (ou de táxi) e custe a pagar o aluguel, mas não deixa de freqüentar constantemente bons restaurantes e viver com tudo “do bom e do melhor”! Prestação de casa? Comprar carro? Ter patrimônio? “Eu quero é viajar p...!”

E assim vão vivendo, até chegar aos sessenta anos e perceberem que mal tem onde cair mortos. Aí terão que continuar a trabalhar em uma idade na qual o corpo já começa a pedir descanso e a alma já clama por dias mais amenos. Se derem a sorte de terem filhos previdentes, estarão amparados, se não, provavelmente vão passar necessidade ou ter que viver da mísera pensão que o governo (graças a Deus, nesses casos) o obrigou a pagar através do INSS.

Ora, mas quem sou eu para julgar como as pessoas vivem suas vidas! E longe de querer dizer a elas se estão certas ou erradas, o que busco aqui é citar fatos, exprimir meu ponto de vista e, quem sabe, chamar sua atenção para a questão.

Pra mim dinheiro não é sujo nem sagrado. Dinheiro é permissão, só isso, e se for ganho com trabalho honesto e inteligente é nada mais que legítimo ”poder de troca”. Tenho 29 anos de idade e não vivo como um morto de fome, mas abro mão de muitos luxos imediatos em nome de garantir investimentos e bens duráveis que me farão falta em idade mais avançada ou em um imprevisto qualquer. “Ainda” deixo de atender a muitos desejos pontuais meus para construir minha segurança financeira
em médio prazo.

Ok, tudo bem que eu posso morrer amanhã, como me disse outro dia um colega que “sabe viver”! Tá, mas é que eu posso não morrer também e, matematicamente falando, se estou vivo até hoje a tendência é que eu continue assim.

Entendo muito bem que em breve chegará o dia em que as prestações irão acabar, os investimentos darão retorno e poderei então “viver com mais estilo”. Mas por enquanto sou assim: guardo, planejo, invisto e espero. Azar meu, que posso morrer amanhã!
E sabe, se você não se comporta assim eu não tenho nada com isso! Ora, isto aqui é apenas um artigo e eu precisava de um tema para a semana; aliás, como já dizia a abolida propaganda de cigarros: Cada um na sua...

Sei, no entanto, que é muito triste ver alguém já mais velho trabalhando por obrigação, quando queria e poderia estar descansando, ou então trabalhando somente por prazer, para complementar a renda. Pessoas que tiveram um estilo de vida agradável, viajaram bastante, comeram bem, divertiram-se a valer e agora pensam: E quando o corpo e a mente já não agüentarem, o que farei? Ou pior, nem pensam!

É... não me amarra dinheiro não! Mas que vai ficar complicado manter a compostura tomando ônibus lotado pra receber pensão do governo e matutando se terei com o que pagar todas as contas do mês e ainda quitar o aluguel, isso vai! Ô se vai!
Até a próxima.
 

   
 
 
 

       
 
   
01/03/2008 - 12:36
 
   Cuidado com a religião do sucesso  
     
 

A pressão pela qual passam hoje os jovens profissionais que ainda não encontraram seu “lugar” no mercado em breve poderá se tornar um caso de saúde pública.
As revistas, os gurus, os livros, as metas e a obrigação de “ser um sucesso” têm levado muita gente ainda jovem às raias do desespero. Se o sujeito fizer 30 anos de idade e não estiver ganhando no mínimo dez mil reais por mês ele entra em depressão.


É óbvio que nem todos são assim, e haverá sempre no mundo aqueles que mal se levantam do sofá, por preguiça de terem que assentar de novo. Mas é crescente a quantidade dos que buscam a iluminação suprema em um novo tipo de religião: a religião do sucesso!
Você pode achar estranho eu escrever isto aqui, considerando que presto consultoria em gestão de carreira para jovens profissionais e que grande parte do meu trabalho é “evangelizar” para o sucesso no mundo atual.

A questão é: Temos que jogar o jogo sim, conhecer as regras e as utilizarmos para nosso bem; o que é muito diferente de nos tornarmos bitolados na doutrina da “Igreja da Santa Carreira e do sucesso dos próximos dias”.
Quando falo em minhas palestras, por exemplo, em “adquirir o perfil do profissional do século XXI”, não estou sugerindo que as pessoas joguem fora seu caráter e suas peculiaridades e entrem num processo de fanatismo louco em busca da fama profissional e do dinheiro, tornado-se robôs alienados do capitalismo moderno.

Então, porque tantos livros, cursos e palestras sobre como se dar bem na carreira?
Porque vivenciamos um momento da cultura ocidental no qual se valorizam muito determinados comportamentos e características em relação à vida profissional. Isto não é necessariamente negativo ou positivo, é apenas o momento atual.

Existe hoje, na sociedade capitalista moderna, todo um conjunto de atributos aos quais a sociedade dá muito valor; e este valor, no caso profissional, é expresso em termos de “clientes, reconhecimento e dinheiro”.
Esta questão de “seja assim, faça isto, sete passos para tal, tantos hábitos de quem etc...” são nada mais do que “produtos reflexo” do que nossa sociedade valoriza hoje. Não são “a verdade absoluta”, como também não são “bobagens de auto-ajuda”.
São apenas regras; as regras do jogo.

Isto é que é importante! Entender o grande jogo e poder jogá-lo! Mas tendo o cuidado de olhá-lo de fora, senão você corre o risco de levar a vida excessivamente a sério e até acabar com ela em nome do tal sucesso.

Um dos meus trabalhos como consultor hoje, consiste justamente em obter, segmentar e vender às pessoas informações e conhecimento sobre como se destacar profissionalmente no ambiente atual. Informações que as tornarão mais competitivas em relação a seus concorrentes!
No entanto, isto não significa que eu seja um bitolado que acha que a vida se resume à carreira, palestras e livros de auto-ajuda profissional. Nem que eu creia que todo mundo pode e vai ter o “sucesso supremo” no sentido de ser famoso e ficar muito rico. Já dizia um guru das antigas: Sucesso é conquistar aquilo que você quer! E o que você quer nem sempre precisa ser o que “os livros e palestrantes dizem que você deveria querer”.

É muito bom obter conhecimento, buscar o desenvolvimento pessoal e procurar identificar os comportamentos mais assertivos dentro da sociedade capitalista em que vivemos, mas é bastante saudável (mental e fisicamente falando), entender que tudo isto que experimentamos hoje, especialmente no ocidente, é um momento cultural específico, fruto do capitalismo moderno que pressiona cada vez mais as pessoas por desempenho, criando por vezes uma ilusão inatingível do que o ser humano deve conseguir para ser feliz.

Então amigo: Jogue, leia, tente, estude, decore os 7 passos, as 5 virtudes e os sei lá quantos preceitos. Mas entenda: é um jogo, um corte da realidade em um momento cultural específico que elege determinados valores como imprescindíveis para uma vida realizada!

Ou você entende isso, ou fica louco! Duvida?


Até a próxima.
 

 

   
 
 
 

       
 
   
07/02/2008 - 15:22
 
  A nova natureza da competitividade (Parte 1)  
     
 
Este artigo é parte de um texto maior que estou escrevendo especialmente para os  jovens que estão às portas do mercado de trabalho e se sentem ainda inseguros, sem entender muito bem a complexa natureza dos processos e regras que regem sua sobrevivência aqui fora.
 
O objetivo é dar uma visão ampla do cenário competitivo que existe hoje, procurando explicá-lo a partir de comparações com a própria natureza da vida, oferecendo assim uma reflexão que, mais do que apontar caminhos, permita ao leitor entender o contexto e decidir sobre seus próprios passos.
 
O artigo é dividido em duas partes, eis a primeira:
  
 
O Óbvio
                
Considerando que você busca o sucesso em um mundo dominado por organizações de todos os portes e tipos, e que toda a nossa sociedade funciona e se organiza a partir do que estas organizações fazem e produzem, você há de concordar que é no mínimo razoável entender __ ao menos de maneira geral __ como elas funcionam e o que buscam. De fato, é quase imprescindível que qualquer profissional entenda isso hoje em dia, para saber melhor como trabalhar com elas e mais, para entender com pode competir da melhor forma!
 
Atente para o seguinte: Organizações são, em última instância, pessoas. Nada mais simples, nada mais complicado. E se pensarmos bem, tudo que se faz neste mundo é feito por pessoas, e para pessoas; tudo começa e acaba em pessoas. Então, quando pensar em organizações lembre-se: Você está pensando em pessoas.
 
Organizações também são, logicamente, organismos, como o próprio nome já indica. E como qualquer outro organismo elas existem em um determinado ambiente e procuram sempre a melhor maneira de sobreviver nele.
 
A capacidade de sobreviver ou não vai depender da organização conseguir desenvolver as competências necessárias para atuar em seu ambiente de forma a se adaptar a ele da melhor maneira possível, de preferência vencendo as organizações concorrentes. E se considerarmos que organizações são como pessoas, quando falamos em competências da organização estamos falando em competências das pessoas.
 
Não podemos deixar de notar também, é claro, que pessoas são organismos. Logo, assim como as organizações, você é um organismo que vive em um determinado ambiente e busca a melhor maneira de se adaptar a ele para sobreviver, de preferência vencendo os organismos concorrentes, __ especialmente no mundo do trabalho.
 
Eu sei que tudo isto pode parecer muito óbvio e até mesmo lembrar suas aulas de biologia, mas muitas vezes o óbvio é o mais difícil de ser percebido, assim como o simples pode ser o mais complicado de ser feito. E nesse caso específico penso que discutir o óbvio pode nos ajudar a entender as organizações de maneira um pouco mais simples.
 
 
Competição: causa e conseqüência
 
 
 Neste planeta, todos sabem, temos organismos e organismos, cada um com suas características e peculiaridades. Desde os primeiros organismos unicelulares nos primórdios da vida, até o surgimento do complexo e impressionante homem contemporâneo, a natureza tem alcançado enorme diversificação por meio da luta dos competidores em busca da sobrevivência.
 
No caso das empresas modernas, por exemplo, podemos dizer que em sua maioria são organismos grandes e relativamente complexos, compostos a partir da organização de vários organismos menores __ mas nem por isso pouco complexos__ que somos nós.
 
Levando em conta as observações acima, quero compartilhar uma opinião interessante com você: A de que os princípios e regras que regem a sobrevivência das empresas são, em geral, os mesmos princípios e regras que regem a “sua” sobrevivência e a de outros organismos.
 
Quando passamos a pensar assim fica mais fácil entender um pouco a natureza das organizações, porque na verdade é exatamente a “nossa” natureza.
 
Pense um pouco e você verá que a mesma guerra que elas enfrentam diariamente em busca de competências, vantagens, lucro e clientes, é a que “você”, como profissional enfrenta __ou deveria enfrentar__ diariamente em busca de competências, vantagens, lucro e clientes.
 
Esta é a competição!

              
E é claro, a competição por aqui começou muito tempo antes de existirem as empresas, até mesmo antes de surgir o homem como o conhecemos. É a competição biológica, que foi selecionando as espécies segundo aquelas mais adaptáveis até chegarmos à extrema variação que temos hoje, em que predominam as que encontraram formas mais adequadas de sobreviver __ e “por isso” continuam existindo.
 
Com o aparecimento do homo sapiens__ alguns milhões de anos depois dos primeiros organismos __ logicamente a competição continuou, e pode ser vista se manifestando até hoje em diversas esferas de nossa existência, todos os dias e por todos os lados.
 
Podemos ver, por exemplo, a competição que existe nos jogos, desde a Grécia antiga, e que se pratica até hoje em acontecimentos que mobilizam o planeta inteiro. Os eventos nos quais milhares de pessoas se reúnem em torno de atletas, organizam-se em torcidas e vibram efusivamente com isso são um exemplo de como competir está na própria razão de ser do homem desde tempos remotos.
 
Existe também a competição política, que teve em Machiavel __ aquele que escreveu O príncipe, e inspirou o termo “maquiavélico” __ um de seus teóricos exponenciais, com colocações muitas vezes estratégicas e dominadoras a respeito da busca pelo poder.
 
A competição no âmbito político é, igualmente, algo que presenciamos no dia a dia, através de organizações partidárias que contam com membros muitas vezes altamente devotados e quase fanáticos, políticos com estratégias nem sempre louváveis, e eventos de grande mobilização social, como as eleições que acontecem de tempos em tempos.
 
Temos ainda a competição militar, observada ao longo de toda a trajetória do homem, e que foi inclusive o meio no qual nasceu grande parte da abordagem competitiva e estratégica que as empresas utilizam hoje. Inclusive, muitos termos utilizados pelas empresas tem clara origem no meio bélico, e muitos dos competidores mais reverenciados pela história, entre eles “Alexandre, o grande”, e “Sun-Tzu”, foram grandes generais.
 
 De um leão na savana em busca de alimento até uma multinacional disputando uma fatia de mercado, de duas crianças aprendendo a jogar até nações guerreando por algum benefício para seu povo, o ato de competir parece estar na gênese dos relacionamentos humanos e da evolução de todos os organismos que se conhece.
 
O que isto tem a ver com sua inserção no mercado hoje? É o que vamos ver na segunda parte.
 
Continua...
 
 
 

   
 
 
 

       
 
   
31/01/2008 - 12:33
 
  Provocando mudanças no clima e na cultura organizacional  
     
 
Embora saibamos que gerar mudanças em uma organização é uma das coisas mais difíceis de se conseguir, e que um simples texto jamais poderia nos dar a dimensão exata dos enormes desafios deste processo, gostaria de refletir com o leitor sobre um ponto importante.

Muitas vezes os processos de mudança nas organizações não são bem sucedidos porque, apesar de deixarem bem claras e comunicadas as novas necessidades, os gestores nem sempre atentam para o fato de que as pessoas são seres muito mais do que lógicos. São também seres emocionais e comportamentais.

Transformar hábitos e desenvolver novos comportamentos é um trabalho que deve levar em conta todo o campo perceptivo dos colaboradores, buscando envolvê-los literalmente “de corpo e alma” nas transformações que se busca implantar. E isto, logicamente requer comprometimento e tempo.

Por vezes vemos ações destinadas a “abrir as pessoas” para mudanças, que se baseiam em eventos pontuais e desconectados da realidade cotidiana da organização. Organiza-se uma palestra, faz-se um treinamento isolado, e se espera que isto surta efeito na qualidade dos relacionamentos e na maneira como as pessoas encaram as novidades. O que não acontece!

Todo processo de transformação que se pretenda realizar em uma cultura organizacional, por menor que seja a empresa, deve considerar não somente o aspecto lógico, mas também o emocional e comportamental das pessoas, além de levar em conta o fato de que este é um processo gradual e muitas vezes lento, que deve se basear em ações constantes e bem “amarradas”, ao invés de eventos isolados, por mais sensacionais que sejam.

De maneira simples, ao tentar provocar tais mudanças há dois aspectos principais a serem considerados: O entender e o sentir.

O entender diz respeito à transmissão de conhecimento aos colaboradores através de processos de treinamentos e/ou palestras que ofereçam ferramentas e conceitos claros para enfrentar a realidade de constante mudança atual, como noções de comunicação, feedback, relacionamento interpessoal, negociação, ética e outros mais.

O sentir, que é altamente importante e algumas vezes negligenciado, diz respeito a gerar sensibilização e trabalhar o conteúdo emocional das pessoas. Isto não se dá através da simples transmissão de informações. É quase ingenuidade achar que, porque os funcionários assistiram a uma palestra sobre: “Ética na vida e trabalho”, eles vão mudar seu comportamento uns com os outros.

Transformações de fundo emocional e comportamental não podem ser bem sucedidas apenas através da transmissão lógica de conhecimento. Nestes casos é preciso tocar muito mais fundo, é preciso apelar para o “sentir”.

As modernas técnicas de desenvolvimento de pessoas, baseadas no conceito andragógico de aprendizagem, valorizam a vivência e o lúdico como maneira de acessar o que há de mais profundo no ser humano. Às pessoas não basta saber, elas precisam “experimentar sensações” para que transformações de cunho relacional possam se efetivar realmente.

Portanto, caso você note que, por mais que haja treinamentos em sua empresa sobre assuntos que dizem respeito a relacionamento e convivência, as pessoas parecem não mudar, pode ser que a parte emocional do aprendizado esteja sendo pouco valorizada.

Lembre-se de que as pessoas costumam agir em diversas situações baseadas em crenças e emoções, e não a partir da razão. Não basta saber, é preciso sentir, experimentar, vivenciar!

Levando em conta estas duas dimensões (lógica e emocional) das pessoas, certamente o gestor terá condições de conceber um programa sólido de mudança que venha realmente a surtir efeitos na qualidade do clima organizacional.
 

   
 
 
 

       
 
   
07/01/2008 - 17:38
 
  Gestores de instrumentos ou de pessoas?  
     
 

Vira e mexe, em alguns trabalhos de consultoria encontro gestores de pessoas que, por estarem excessivamente preocupados em “fazer tudo direitinho” segundo a cartilha, acabam gastando tanto tempo e energia em busca de executar os procedimentos e utilizar as ferramentas da área, que terminam por tornar sua atuação contra producente.

Estas pessoas costumam ficar tão vidradas na burocracia dos procedimentos e na “maravilha dos instrumentos”, que o uso adequado das ferramentas, em vez de ser um meio, passa a ser um fim em si mesmo. E pior, este excesso de cuidado costuma absorver um tempo tão grande do gestor que acaba prejudicando que ela faça a parte mais importante de sua tarefa: conhecer as pessoas que está gerindo!

Algo muito relevante para os profissionais de RH entenderem é que as técnicas servem às pessoas, e não o contrário. A área inclusive tem passado por uma revisão interessante de conceitos procedimentos, em que alguns pensadores contemporâneos questionam o excesso de complicação nas políticas de RH.

Uma descrição de cargo, um organograma, uma ficha de ocorrência e um documento sobre políticas de premiação são muito úteis desde que utilizados a serviço do gestor, e não o contrário. Já vi pessoas gastarem dias elaborando descrições minuciosas de cargos para depois simplesmente engavetá-las. Ora, seria muito melhor uma descrição simples e informal que realmente fosse utilizada. Isto quando não se marcam treinamentos com a afirmação de que: “não fazemos um treinamento há muito tempo, precisamos fazer algum”!

É claro que os procedimentos, as fichas, os modelos e as ferramentas são muito úteis e devem ser utilizados, mas deve-se ter o cuidado de não deixar que eles monopolizem a atenção do gestor de modo que ele esqueça que o que realmente importa é entender as pessoas e o que as motiva!

Isto não se consegue apenas com medições e ferramentas, e sim com contato, conversas, observação e sentimento. É preciso andar pelos corredores e “sentir” o clima, falar com os colaboradores, ouvir o que eles têm a dizer, entender o que os inspira ou os amedronta. Muitos homens que souberam gerir pessoas e formar equipes memoráveis sequer freqüentaram qualquer aula sobre gestão de RH.

Não existe técnica ou instrumento de gestão que elimine completamente a importância do “feeling” e da percepção humana no que diz respeito a pessoas. Números, por mais que possam ser utilizados para quantificar muitas coisas, jamais darão contas das nuances sutis do comportamento humano.

O gestor de pessoas moderno e eficaz deve sim, ter o conhecimento técnico suficiente para aplicar todos os instrumentos e ferramentas disponíveis na área, mas deve, mais do que isso, se fazer presente como “pessoa entre pessoas” em sua organização, buscando um nível de percepção tal que o permita saber o que usar, quando usar, e até mesmo se realmente “é preciso usar”!

Vamos pensar sobre isto!

 

   
 
 
 

       
 
   
04/12/2007 - 09:43
 
  Reinvente seu buteco!  A inovação fazendo diferença na pequena empresa  
     
 
Qualquer um que procurar nas revistas de negócios da atualidade por informações a respeito do perfil das pessoas e empresas de maior sucesso hoje, vai encontrar uma característica que se repete constantemente. É a capacidade de lidar com realidades incertas, imprevisíveis e mutantes. E isto nem sempre é fácil se conseguir!

A verdade é que todos nós gostamos muito de ter certezas e enxergar com clareza os limites das coisas. Nosso cérebro se organiza por meio de padrões, e é natural que busquemos identificar bem onde as coisas começam e onde terminam, a fim de tornarmos nossa visão menos turva e estruturarmos melhor o pensamento.
Mas o que isto tem a ver com inovação? Bastante coisa.

Justamente por causa desta necessidade de certezas e previsibilidades, muitas vezes o pequeno empresário, independente de sua área de atuação, fica perdido e angustiado por não ter clarificado o passo a passo de seu caminho no mundo brutalmente competitivo em que vivemos; aí, geralmente